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terça-feira, 11 de maio de 2010

02 de fevereiro – Atenas

Sempre ouvi falar do Porto de Pireus, uma das atrações de Atenas, mas quando cheguei lá, depois de um longo caminho, porque o trem é longe, não vi nada além de barcos enormes, e muita água. Ventava tanto que era difícil ficar parado e a sensação térmica era ainda mais fria. Nada de mais. Talvez no verão, em alta temporada, passar a tarde em um café à beira mar pode parecer um ótimo programa, mas naquela ocasião, não foi mais que um passeio sem graça.

Foi na volta para o hotel no final da tarde que passamos por uma senhora aventura. Andando por uma das ruas mais movimentadas do centro da cidade, começamos a observar uma movimentação estranha, de homens encapuzados, com aparência bem duvidosa, atravessando a rua de um lado para o outro, conversando entre si e vindo atrás de nós. Nossos corações dispararam, olhávamos para trás e começamos a andar cada vez mais rápido. Acho que, por sorte, os homens perceberam nossa desconfiança e nossos passos largos e começamos a tomar distância. A certo ponto não conseguíamos mais vê-los e chegamos no hotel sãs e salvas.
Depois dessa baita emoção, não quisemos mais saber de sair e passamos o restinho do dia no hotel, arrumando as malas para partir no dia seguinte e com uma impressão não muito positiva de Atenas.

01 de fevereiro – Atenas

O primeiro dia em Atenas ficou por conta de conhecer a Acrópole. Um passeio delicioso e inesquecível.
A medida que você vai chegando perto, o centro movimentado, com prédios enormes, buzinas de carros e comercio intenso vai dando lugar a vielas e casinhas no estilo colonial.
Sem perceber, vai subindo cada vez mais, e quando se dá conta, tem Atenas inteira à sua volta, e sobre os seus pés, o mesmo chão que pessoas oravam aos deuses há mais de 2500 anos atrás.
É inacreditável pensar como todo aquele mármore, cuidadosamente esculpido e tão puro, foi parar lá, sem guindastes, escavadeiras e toda a tecnologia que possuímos hoje em dia.
Paternon, Teatro de Dionísio, Odiseo. Passar o dia lá, observando Atenas e todas aquelas construções milenares é o que tem de melhor. Relaxante e renovador.

segunda-feira, 1 de março de 2010

31 de janeiro, 21h – Roma – Tívole - Atenas

Antes de embarcar para Atenas, fomos a uma cidadezinha minha charmosa, à uns 40km de Roma, chamada Tívole. Nossa guia dessa vez foi o Pe. Alfeu, outro brasileiro, amigo do Pe. Viol, que mora e estuda em Roma. Praticamente um vilarejo, Tívole é uma ótima opção para um passeio mais calmo. Uma das grandes atrações é o Palácio D’este. Construído no séc. XVI, pelo Cardeal Ippolito D’este, o palácio é repleto de jardins, com estátuas e fontes. O projeto que até hoje encanta, foi feito na época, por meio do desvio de um pequeno rio que cortava a região. A água jorra das fontes com uma força impressionante, sem contar com nenhum tipo de bomba hidráulica. Mais impressionante ainda é que a força da água em uma dessas fontes produz uma música, de hora em hora, como uma orquestra. Ao final desse passeio, fomos para o aeroporto pegar o vôo para Atenas.
Chegamos por volta das 17h e pegamos um taxi até o centro da cidade, uma distancia mais ou menos de uns 30km. Mas esse percurso demorou ainda mais, por causa de um baita engarrafamento na entrada da cidade. Sim, Atenas é uma grande e movimentada cidade. Depois de deixar as malas no hotel, fomos encontrar algum lugar para jantar e não achamos nada funcionando. E olha que era domingo! Só achamos poucos restaurantes abertos, e mesmo assim vazios. Entramos em um no estilo mais fast food, porque estávamos com fome e não queríamos arriscar muito. Nesse momento, comecei a sentir uma saudade imensa da agitação de Roma e das massas e pizzas italianas!
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