domingo, 6 de outubro de 2013

Um ano sem compras: 40ª semana

Mudamos a casa decimal do desafio. E bem, pelos meus cálculos, agora só faltam 12 semaninhas!
Pra variar, o tempo tem voado, e na próxima semana tem um monte de novidades pra vocês!
De fato, em meio a correria do dia a dia, é difícil pensar em looks novos e criativos, mas eu tenho me esforçado.O problema é que na segunda, dia mundial da preguiça, isso fica quase impossível. Então quem manda é o combo calça, sapatilha e camiseta. O que deu a graça à produção foi a cor burgundy misturada com o casaquinho animal print que já apareceu por aqui e só (?).


Na terça também não teve novidade: jeans, camiseta e o tênis mais lindo que existe! Aí coloquei meu maxi cardigan cinza e a graça ficou por conta do lenço, que usado assim, solto pelo pescoço, dá uma alongada da silhueta de quem tá se achando gordinha (eu).


A quarta amanheceu chovendo e eu acordei pensando que era a ocasião perfeita pra não sair da cama usar minha galocha que tinha aparecido por aqui lá no começo do desafio. Eu sei, galochas ainda não são o sapato mais socialmente aceitável das terras tupiniquins. Mas há de se concordar que elas tem seu charme e, definitivamente, eu não queria molhar meus pezinhos. Então peguei esse vestido aqui para usá-lo como saia, coloquei a blusa keep calm and seja sustentável e finalizei com a jaqueta jeans.


Na quinta começou a esquentar e como sempre falam das minhas saias longas por aqui, resolvi usar essa do meu niver! Sem mistério, regata branca por baixo e camisa jeans por cima, terceira peça que sempre deixa o look mais interessante. Pra finalizar, um cordão e a bolsa de tachas que tá virando xodózinho!


A sexta foi basiquinha. Calça destroyed de sempre, sapatilha e a blusa fofa de mickey que já tinha aparecido aqui.

Aí chegou sábado, e eu tava doida pra experimentar essa inspiração que postei lá na página do blog, com uma saia mais trabalhada junto com uma regata basiquinha e jeans de todo dia. E quem entrou em ação foi esse vestido aqui, que usei ano passado na minha formatura e nunca mais tinha dado as caras aqui. Incrível como ficou diferente ne?! Pra terminar, sapato e bolsa pretos e mais pesados pra engrossar a mistura.


No domingo a combinação também foi exótica. Catei esse shortinho de moletom encostado lá na categoria "roupas de dormir" e combinei com a t-shirt de sempre (que inclusive apareceu lá na segunda-feira), blazer de mais sempre ainda, maxi colar e a bolsa. E o tênis finalizou o look "esportivo fashion"!

Ao infinito e além, vamos a mais uma semana!
Attravesiamo!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sobre livros, moda e consumo

Na semana passada, coincidentemente, fui chamada por duas pessoas diferentes pra conversar sobre questões da moda. E aí eu comecei a querer relembrar textos e livros que li lá no meio da faculdade, quando costumava frequentar também o instituto de artes.
Tem várias coisas legais que eu queria dividir aqui. Sem dúvidas, foram coisas que me influenciaram a chegar a este ano com a tentativa de levar a vida mais leve, fugindo do consumismo desenfreado. 
Então resolvi separar alguns trechos do livro Producao Estética, da Rosane Preciosa, uma professora muito querida.
Ela começa falando sobre o significado do que vestimos, afinal, cada peça carrega uma história. "A moda pode nos oferecer um diagnóstico do mundo em que vivemos. Nas suas mais variadas manifestações, ela nos propõe modos subjetivos que serão vestidos por nós. Isso exige que estejamos bastante atentos ao sentido das peles que iremos sobrepor às nossas."
Segundo ela, desde que nascemos, caímos na malha de adjetivos infinitos. Ganhamos uma "espécie de mochila já previamente abarrotada que depositam em nossas costas, sem ao menos nos perguntar se é isso mesmo que planejávamos carregar em nossa incursão pelo mundo exterior".
Assim, ela questiona sobre quem somos, ou pensamos ser, e os modelos explicativos que vão sendo desenhados em nossas vidas pela sociedade e a mídia, nos convidando a sermos uma espécie de artistas: "construir uma vida como obra de arte não significa aspirar, de jeito algum, a ser uma celebridade, essa patética invenção midiatica. Ao contrário, é 'transformar o corpo num território de ressonâncias destituído de todo autismo".
Segundo ela, é se despindo de velhos conceitos que se encontra o verdadeiro sentido das coisas. "Aventurar-se é o oposto de obter garantias. Não é de raízes que precisamos, mas de asas que nos permitam flanar, avaliar e contrabandear com o que vem de fora". Entendendo assim a moda não como um conjunto de tendências já pré estabelecidas, mas sim um meio de expressão de cada indivíduo.
Bacana né?
Não sei se é o interesse de quem passa por aqui, mas pensei em postar algumas coisas sobre livros com essa temática de vez em quando. O que acham? To doida pra ler o livro das meninas do Oficina de Estilo. Já leram?
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