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terça-feira, 15 de julho de 2014

#IlustraDay e a nova colaboradora do blog

Dias atrás a Camila, do blog Meninices da Vida criou um grupo no facebook de blogueiras que gostavam de desenhar para postarem coletivamente sobre o assunto. O projeto ganhou forma, nome e página e ficou decidido que, a cada dia 15 do mês, ocorrerá o #IlustraDay, com desenhos sobre algum tema.
Eu fiquei super empolgada com a brincadeira e achei uma ótima oportunidade de voltar a desenhar, coisa que sempre apreciei e gostei de fazer, mas percebi que essa não seria a hora certa, uma vez que tenho andado extremamente enrolada com mil coisas ultimamente. Foi aí que pensei na Fernanda Alvim.
Conheci ela aqui mesmo na internet e fiquei encantada com suas ilustrações. Ela tem um projeto chamado Menina da Lua, que distribui amor e carinho através de cartões artesanais com desenhos e frases. Eu já ganhei o meu cartãozinho e publiquei no facebook, confiram, é muito legal!
Chamei ela pra participar do projeto e ela, super fofa, topou! Então agora ela é a nova colaboradora do blog com muita arte, carinho e sensibilidade! Com vocês, Fernanda:

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Bom, meu nome é Fernanda Alvim, tenho 22 anos, nascida em família de artistas, falo desde tios e tias, primos, e é claro, minha maior referência, meu Pai, que lida com artes plástica, desenho e pintura
desde que eu me entendo por gente. Já cresci copiando desenhos, passando por cima e etc. Diz a minha mãe que eu distribuía desenhos que fazia para os coleguinhas da escola.
Minha paixão pela arte em geral é movida por sentimento, porque amo muito! Desde fotografia, grafite de rua, versinhos, poemas, música, e é claro, meu jeito de mostrar arte, as ilustrações.
Então escolhi para esse primeiro post com o tema filmes, músicas ou poemas que me inspiram o filme "O fabuloso destino de Amelie Poulain" e separei algumas frases marcantes pra ilustrar o desenho.
" Estranho o destino dessa jovem, privada dela mesma. Tão sensível ao charme das coisas simples..."
"Quando o dedo aponta para o céu, o idiota olha para o dedo."
"São tempos difíceis para os sonhadores."
"Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar."
"E você nem legume é, porque até alcachofras te coração!"

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Resumão do mês

Desde que eu comecei o desafio, o blog se tornou quase que unicamente um lookbook né?!
Mesmo postando algumas dicas de diy e textos sobre o tema, tenho sentido falta de discutir outros assuntos.
Só que, muitas vezes, me falta tempo pra fazer posts diários. Então resolvi criar um resumão, com tudo que me chamou atenção no mês que passou.
E pra inaugurar a sessão, não poderia falar de outro assunto que não as manifestações. Aconteceram em várias cidades e me encheram de orgulho. Ver tanta coisa que estava agarrada na garganta em cartazes tão criativos, me fez voltar a acreditar que talvez o Brasil ainda tenha jeito.

Até a Glorinha Kalil entrou na conversa, com as suas dicas de como se vestir nas passeatas. "O tecido é o mais importante. Impermeáveis são uma boa defesa contra gás lacrimogêneo." #vergonhafeelings
Só que aí teve a Copa das Confederações, e mesmo com tantas discussões sobre a verba empenhada na construção dos estádios, todo mundo parou pra ver futebol. O Brasil ganhou, tudo muito bonito, mas, espero que a luta não termine por aí, a lista ainda tá beeem grande.

Voltando a falar sobre o mundo da moda, a Chata de Galocha publicou outro dia um vídeo da tag "Loucas por sapatos" e eu confesso que fiquei extremamente louca quando eu vi. Que sapateira é essa, gente? Cada sapato magnífico e que te faz querer ter vários, milhões, trilhões de pares! Destaque para o sapato mais caro da coleção: apenas 700 libras. Quase 2100 reais. Isso mesmo?

Logo em seguida essa matéria me chamou atenção: como assim a Emma Watson tem apenas oito pares de sapato? Achei super legal o discurso dela, mas, frequentando tantos red carpets, será que ela mantém esse número comprando um novo a cada ocasião e descartando outro "velho"?
Bom, sapatos à parte, outro tema super discutido na hora do jantar é a atuação do Mateus Solano na Novela Amor à Vida. Ele tá arrasando né?! Morro de raiva e de amores pelo personagem. E os memes nas redes sociais não param de pipocar!
No cinema, o filme da vez é o "Minha mãe é uma peça". Mesmo com o roteiro fraco e alguns grandes clichês, o Paulo Gustavo nos rende risadas do começo ao fim!
Pra terminar, o Porta dos Fundos mandou bem mais uma vez. Já viu o vídeo Reunião de Emergência?
Bem, voltamos ao início, né?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Hey, sustenta aí!

Rolou em Juiz de Fora nessa semana um evento voltado para práticas sustentáveis e novas idéias, o Sustenta aí!
Como esse ano estou super nessa vibe, e informação nunca é demais, fui lá conferir as discussões e palestras que rolaram.
E o que eu tenho a dizer é que essa é uma das palavras do futuro: sustentabilidade!
Aliás, ela está super na moda né?
Mas pouco se ouve falar sobre práticas realmente sustentáveis, principalmente em grande escala. Aqui no Brasil, falta incentivo às empresas e indústrias. Ainda é difícil implementar um negócio sustentável, pelo alto custo. E isso influencia diretamente no consumo: a maioria das pessoas não pagam um produto bem mais caro, já que tem várias opções que não contribuem para o meio ambiente, mas são bem mais baratas.
Mas a discussão sobre o assunto tem aumentado. E as pessoas já começam a prestar atenção nisso.
E além dos engajamentos sociais e ambientais, os produtos sustentáveis ainda são produzidos em menor escala, ou até mesmo manualmente, o que gera peças diferentes uma das outras.
É tão legal ter algo que você conhece a procedência, tem um conceito por trás e, mais ainda, é super particular, né?
Taí a graça da customização e dos DIY, por exemplo. Minha listinha de inspirações só aumenta!
E pequenas atitudes fazem a diferença sim.
Então, qual o seu papel nessa grande cadeia?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vão butecar?

Sou daquelas que vai onde tem comida boa, sabe?! #gordicefeelings mesmo!
E amanhã começa mais uma edição do concurso Comida di Buteco, competição gastronômica que escolhe o melhor petisco de bares, em 16 cidades do Brasil. Eu fico com água na boca e tenho vontade experimentar TO-DOS.
O objetivo do concurso é reforçar a culinária de raiz, aquela com ingredientes típicos e receitas passadas de geração em geração. Então, nada de bares chiques não, o negócio é entrar em buteco mesmo, ver o dono do bar cozinhando e te servindo pessoalmente, com a maior simplicidade do mundo!
Outra coisa legal é o slogan "A verdadeira rede social", convidando as pessoas a se desconectarem e sentarem numa mesa de bar pra conversar cara a cara!
Bom demais né?!
Aqui em JF rolou ontem a Caravana da Imprensa, com uma prévia desse desbunde gastronômico. Visitamos três bares, que nos serviram pratos tão maravilhosos, #mineiragulosaquesou, que não consigo nem eleger o melhor. Então, aí estão umas fotos pra vocês verem do que eu to falando!

Caminho da Roça - Bolinho de Mandioca com Carne Seca:

Bar do Luiz - Cesto Mineiro:
Vista Serrana - Mandioca com Costela a Serrana:

Eu com a boca na botija:

E os jornalistas felizes e sorridentes:
Que tal?! Vão butecar?!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Museu de grandes novidades

Como falei no post anterior, conheci Inhotim no final de semana passado e não podia deixar de postar sobre ele aqui!
Já tinha ouvido maravilhas sobre lá, mas só indo pra entender de fato a grandiosidade do lugar!
Inhotim reúne duas coisas que amo: natureza e arte moderna.
São 300 hectares e aproximadamente 500 obras espalhadas por seus jardins e galerias, sendo o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo.


Mas tudo isso não encanta somente os "ratos de museu". Inhotim é mais do que a contemplação do belo. É uma mistura de sensações. As obras e instalações mexem com diversos sentidos, mostram velhos objetos sobre novas perspectivas e tudo isso de forma bem "despretensiosa".
Na galeria Cosmococa, por exemplo, as várias salas te convidam a deitar em redes, descansar em colchões gigantes, estourar e brincar com bolas de soprar e até nadar em uma piscina, tudo isso acompanhado de projeções nas paredes e músicas que enchem o ambiente.
Um dia lá é muito pouco pra se conhecer tudo.
Dá vontade ficar horas contemplando cada galeria e sentar pelos diversos bancos de madeira nos jardins, apenas contemplando a natureza.
E tudo isso tão perto da gente, bem aqui no Brasil, sendo que diversas pessoas nunca nem ouviram falar sobre o local.
Então, pra quem não conhece, mais algumas fotos que, certamente, te irão fazer querer sair correndo pra lá!

domingo, 3 de março de 2013

And the Oscar goes to...

Tá, eu sei.
Uma semana de atraso.
Mas só agora consegui assistir todos os filmes premiados e, cinéfila que sou, nao podia deixar de dar minhas impressões sobre o maior prêmio do cinema mundial, como costumo fazer a cada ano.
Não que a minha opinião seja relevante, mas adoro falar sobre diferentes histórias, lindas cenas e bons personagens.
E é exatamente disso que se trata as Aventuras de Pi. Com imagens belíssimas [não foi atoa que ganhou melhor fotografia e efeitos visuais], conta a história de um jovem que perde tudo num naufrágio [pais, irmãos e o bem mais precioso da família: animais de um zoológico] e, a partir daí, passa incontáveis dias e noites tentando sobreviver em um bote salva-vidas, junto a um tigre bengala. E a história se resume a isso, mas não deixa de ser extremamente linda.
O mesmo acontece em Amour: duas densas horas de filme dentro da casa de dois idosos, que tem seu amor testado dia após dia pelo agravamento da doença da mulher [que por sinal tem uma atuação brilhante e, pra mim, merecia o Oscar de melhor atriz].
Angustiante também a história de Indomável Sonhadora, uma menina de seis anos que luta pela sobrevivência ao lado do pai doente, em comunidade miserável isolada às margens de um rio. Porém, ao contrário de Amour, que é de partir esmigalhar o coração, Indomável Sonhadora traz um sentimento de esperança inacreditável nos olhinhos da pequena atriz Quvenzhané Wallis.
E por falar em esperança, é isso que move o personagem Pat em O lado bom da vida. Depois de um surto ao pegar a esposa o traindo, ele tenta incansavelmente reconquistar a mulher, enquanto vai percebendo que o amor e o equilíbrio que tanto busca estão mais próximos do que imagina.
Equilíbrio, aliás, é o que mais demonstra ter o personagem de Daniel Day-Lewis em Lincoln. Enfrentando a guerra Civil norte-americana, o presidente travava ainda a luta pela aprovação da emenda que acabava com a escravidão dos Estados Unidos. Tendo ele todos os holofotes voltados pela sua incrível atuação.
Também falando sobre escravidão, mas de uma forma bem mais escrachada, Django rende boas risadas e muito sangue ao estilo bem Tarantino. A fotografia também é excelente e o roteiro te prende durante todo o tempo.
Já o melhor filme, Argo, também mostra a violência, mas de uma forma muito real através da guerra entre EUA e Irã. Ben Affleck, no papel do agente Tony Mendez, arma um plano de criar um filme falso para conseguir resgatar diplomatas americanos refugiados na casa de um embaixador canadense. O filme mistura imagens reais dos protestos no país e é uma grande recostrução desse período histórico.
Por último, tenho que falar de Os Miseráveis, que me encantou demais. Sou daquelas que assistia assiste aos filmes da Disney e adora um musical. E o fato de o filme ter todos os diálogos cantados não me incomodou em nada, pelo contrário, me fazia arrepiar a cada nova cena. Principalmente levando-se em consideração que todos os atores cantavam "ao vivo" durante a gravação. Portanto, termino o post com esse vídeo [desculpem pela qualidade, não conesgui achar um melhor] do elenco do filme interpretando a canção 'I dreamed a dream'. É ou não é de se emocionar?!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Textos e propostas pra se inspirar!

Na última semana, uma amiga me enviou um texto sobre uma jornalista que passou 15 dias sem tirar a carteira do bolso pra comprar nada, a não ser comida. Nele, ela relata que o maior desafio é evitar a compra por impulso, aquela que você faz sem se dar conta que está fazendo. Segundo ela, o "costume" é nosso maior inimigo: quando estamos esperando algo, por exemplo, logo entramos em uma loja e achamos uma necessidade de compra que até então não existia. "Não só não consideramos nosso hábito de consumo excessivo como agimos como se estivéssemos aqui para isso", afirma.

Dando um passeio pela blogosfera li também esse texto super interessante da Ana Carolina, do blog "Hoje eu vou assim OFF". Ela fala sobre o livro "Overdressed: The Shockingly High Cost of Cheap Fashion" que retrata a indústria das fast fashions que lançam produtos atrás de produtos e a preços bem baratos (principalmente no exterior), incentivando um consumo desenfreado. No texto, a blogueira faz uma reflexão sobre coisas que a gente compra sem nenhuma ideia se vai ficar bom ou não pra gente, e que provavelmente vamos deixar no fundo do guarda-roupa porque nem precisamos. Ela fala ainda da qualidade das peças, preços e defende o consumo consciente, a adequação ao estilo e a sustentabilidade.

O que eu venho percebendo nos últimos anos é que as pessoas vem dando mais valor a conceitos como esses, mesmo em meio à inconstância e à velocidade da indústria fashion e ao estímulo constante da publicidade. Neste texto aqui, a professora e escritora Lilyan Berlim conta que a indústria têxtil é a terceira maior do mundo, e uma das mais insustentáveis, por isso é necessário repensar os nossos hábitos de consumo.

Quem não se lembra da menina que montou 365 looks usando o mesmo vestido no The Uniform Project? A proposta era chamar atenção da mídia e dos consumidores para questões socioambientais e arrecadar verba para garantir a educação de crianças indianas.



Logo depois, o Fantástico propôs um desafio parecido para blogueiras brasileiras, mostrando que é possível sim abusar da criatividade na hora de se vestir.

Acho que a principal lição que podemos tirar disso tudo é que precisamos repensar nossos hábitos. Não precisa ficar sem comprar que nem a doida aqui, mas é fundamental ter consciência de suas escolhas. #ficaadica!

segunda-feira, 26 de março de 2012

I saw the wonders of London


Depois de conhecer a cidade luz, embarcamos no famoso Eurostar [sim, aquele trem que passa debaixo do Canal da Mancha] e chegamos a Londres.
Uma chuva torrencial nos pegou já na estação de trêm. As diferenças culturais se tornaram visíveis ao entrarmos em um taxi típicamente londrino, com o volante ao contrário do "normal". A primeira impressão é de um trânsito caótico, por ser tão diferente. É difícil acostumar a olhar para o outro lado ao atravessar a rua.As pessoas são muito cordiais, mas extremamente frias. Cada um vivendo a sua vida, e pronto. Por mais que eu goste da proximidade com que nós, brasileiros, lidamos com as pessoas, adimiro esse "gentleman way of life" do londrinos, cheios de respeito e cuidado.
Deixamos as malas no hotel e saímos para o reconhecimento de terreno. O primeiro passeio foi pelo Green Hill. Incrivelmente, o tempo abrira e o sol amarelado de fim de tarde dava àquela cidade um calor inesperado. A grande extensão de grama verde, esquilos por toda parte e a natureza em perfeito equilíbrio em meio àquela selva de pedra monárquica, conquistaram o meu coração.Por mais difícil de se acreditar, durante toda a nossa permanência em Londres, o clima se manteve assim, céu azul e nada de chuva.
No segundo dia na cidade, pegamos um metrô até a estação de Westminster. Conhecemos o Big Ben, Abadia de Westminster [aquela onde todas as meninas já sonharam entrar, vestidas de noivas, ao encontro de um príncipe], demos uma volta na London Eye [a maior, mesmo, roda gigante do mundo] e caminhamos pelo Garden Hill até o Palácio de Buckingham [aquele em que a família real mora]. Fomos também até a London Bridge e passamos pelas Torres de Londres.
O dia seguinte foi dedicado a conhecer personalidades e artistas de todo o mundo. Sim, Madame Tussaud. É muito a cara de turista fazer isso, eu sei, mas é imperdível. As estátuas de cera são muito reais.Outro passeio indispensável é pela noite londrina e seus Pubs. Eleger um deles, sentar, e apreciar o comportamento vibrante dessa cidade.
No dia seguinte, foi a vez de andar pelo centro no mundialmente famoso ônibus de dois andares e passar pelo Assembléia Nacional, Catedral de São Pedro [onde a Diana casou], Museu de Londres e a tão famosa Abbey Road [se faz fila para tirar foto atravessando a rua dos Beatles, uma graça]. Nos despedimos de Londres voltando ao Green Hill e dando uma volta em uma das bicicletas que podem ser alugadas em maquininhas espalhadas pela cidade.
No dia seguinte, um motorista chegou exatamente na hora marcada [assim como todos os outros londrinos, pontualíssimos] para nos levar ao aeroporto e embarcamos de volta à realidade.
Achei que uma cidade fria não pudesse conquistar meu coração, mas, ao contrário, senti em Londres um calor de metrópole, efervescente e sensata, monárquica e cosmopolita.
Mais fotos aqui.

domingo, 18 de março de 2012

Lições de moda em Paris

Indiscutivelmente, Paris é o berço da moda e da alta costura.
Pode-se falar que hoje a moda é democrática, efêmera e multicultural, mas se necessário fosse escolher um só lugar para ditar esse mercado, gritaríamos em uni coro: F-R-A-N-Ç-A!
Pessoas elegantes desfilando por to-dos os lados.
E, para nossa alegria [ai, foi mal!], estive em Paris exatamente no mesmo período em que ocorria a Semana de Moda.Câmeras fotográficas com as maiores lentes que se possa imaginar e as modelos mais altas e magras que eu já vi, passando apressadas pelas ruas para não perderem o próximo desfile. Infelizmente, por falta de tempo, e de convite, não assisti a nenhum lançamento de coleção, mas pude visitar alguns estandes muito interessantes com exposições e tal.
E as lojas? TENTAÇÃO pura entrar em qualquer uma delas.
Até mesmo a C&A lá é diferente, com uns modelos bacanas, ótima confecção e preços bem camaradas.
Sem contar a Galerie Lafayette, seis andares de pura perdição. Literalmente o CENTRO de consumo de Paris. Lá se encontra de tudo: os mais variados perfumes, bolsas, sapatos, vestidos de noiva, repetindo, vestidos de noiva, e roupas das mais variadas grifes, indo mais conceituados estilistas aos que estão se lançando no mercado agora, separadas por setores. Para se ter uma ideia, aconselho quem for, pegar um mapa [disponível em TODAS as línguas] no hall de entrada principal.Mas, independente da semana da moda ou lojas maravilhosas espalhadas pela cidade, o que se vê em todo lugar é ESTILO. Sim, aquela palavrinha mágica que todos falam, mas poucos realmente encontram. E é complicado até mesmo definí-la. Ainda mais quando tenta-se rotular essa palavra com conceitos como romântico, punk, e por aí vai.
Não. Ter estilo é não se prender às regras. É usar o que te faz bem, o que se tem vontade. Quanto mais as pessoas se soltam dessas preocupações como o que as pessoas vão achar ou se o que se veste está ou não na "moda", mais se faz Moda.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Paris, je t'aime!

Quem nunca sonhou ver aquela torre de perto, sentir o clima daquela cidade, sentar num café e ouvir uma conversa em francês, mesmo sem entender uma palavra?
Esse sonho se tornou real pra mim, mais cedo do que imaginava.
Eis que, em menos de dois meses, um sonho antigo, combinado a uma mãe com espírito aventureiro e umas férias de 15 dias, nos fizeram embarcar para uma das cidades mais lindas do mundo.
E não é exagero. É linda mesmo. E exala cultura, luz e café.Foram apenas cinco dias e diversos pontos turísticos percorridos.
Ficamos em um hotel próximo à Torre Eiffel. O primeiro dia ficou por conta de conhecermos o mais famoso ponto turístico da França [quiçá do mundo]. Depois fomos caminhando até o Arco do Triunfo, onde pudemos assistir a troca da guarda [que acontece todo dia às 18h3O] e o ascender das luzes da cidade, e andamos pela frenética e linda Champs Elyssée, cheias de lojas luxuosíssimas e muita badalação.
No segundo dia acordamos cedinho, tomamos um típico petit dejeneur em uma Boulangerie [os hotéis não costumam incluir o café da manhã no preço da diária, assim você tem a deliciosa opção de entrar em uma padaria e tomar o desjejum como muitos parisienses fazem] e, após alguns croissants, nos dedicamos a andar, andar e andar [pra mim, a melhor forma de vivenciar o dia-a-dia e sentir o cheiro de uma cidade].
Passamos pelo Museu das Armas, a ponte Alexandre III, Grande e Pequeno Palácio e caminhamos novamente pela Champs Elyssée até chegarmos à Praça da Concórdia e, finalmente, o Museu de Louvre [dizem que para se conhecer todas as obras do museu ficando apenas 30 segundos em frente de cada uma delas, seriam necessários 8 meses. Preciso falar mais alguma coisa?]. Fomos também à linda Igreja de Madaleine e não posso deixar de citar o mais famoso [e caro?] café de Paris, o Café Angelina.
No terceiro dia pegamos um Batomuche [uma das diversas companhias de barco que levam turistas pelo Rio Sena] até a Notre Dame. Depois fomos ao centro Pompidou, uma construção moderna que abriga diversas obras e exposições contemporâneas [meu preferido]. Fomos ao suntuoso Pantheon e tiramos uma foto no Jardins de Luxemburgo [sim, tiramos uma foto, pra constar, já que estava chovendo e já não aguentávamos mais andar].
Vida de turista cansa...
No quarto dia nos arriscamos pelos metrôs da cidade. Mesmo não estando acostumadas à essa "tecnologia", andar de metrô por Paris é bem tranquilo. As estações são muito bem sinalizadas e as linhas todas interligadas. Você pode ir a qualquer lugar. E nós fomos à Sacre Coeur, igreja belíssima no alto do bairro Montmartre, que nos proporciona uma vista linda da cidade.
Depois passeamos [e nos assustamos divertimos com todos os cabarés e lojas de sex shop] espalhados pela rua do Moulin Rouge.
Pegamos um metrô para conhecer a Ópera e passamos o resto da tarde fazendo compras olhando as maravilhosas lojas de tudo-que-se-possa-imaginar na Galeria Lafayette. O centro do consumo de Paris. No final da tarde, subimos ao terraço deste prédio para apreciar um lindo por do sol iluminando a cidade.No quinto e último dia, pegamos um trem até o Palácio de Verssailes. Museu muito bacana sobre a história do país e do mundo, obras e mobiliários dos reis e rainhas da França. De tão grandioso chega a ser inacreditável. Mas delícia mesmo é andar pelos lindos jardins. Gasta-se um dia lá.
Para nos despedirmos da cidade luz, aproveitamos o último fim de tarde para subirmos na Torre Eiffel e acompanhar o ascender de luzes da cidade. Uma paisagem e sensação que vão ficar pra sempre na lembrança.Parti amando Paris, amando os franceses [todos muito bem vestidos e civilizados] e o francês. Ao contrário do que escutei, não tive dificuldades em me virar lá, muitos deles foram super gentis. Tive ainda mais vontade de aprimorar a língua e voltar lá um dia, passar mais tempo, poder assimilar mais toda aquela cultura, assistir musicais, passear sem pressa por museus e galerias e sentir de novo aquele ar, que só Paris tem.

obs.: [Finalmente] Fiz um Flickr pra mim. Lá você confere mais [muitas] fotos!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

And the Oscar goes to...

A cerimônia de premiação do Oscar 2O12 aconteceu ontem e eu não podia deixar de dar meu humilde, porém afetuoso, parecer.

Durante muito tempo, não entendia ou concordava com as decisões da academia. Esse vídeo mostra uma discussão bem interessante sobre quem são as mais de seis mil pessoas que escolhem os melhores dos melhores.
Nesta edição, em especial, gostei muito de todas as premiações, exceto pela música original que, logicamente, estava na torcida pela brasileira, do filme "Rio". Uma canção alegre, realmente original e diferente dos grandes clichês. Mas a academia manteve sua fama de "conservadora".
Os dois maiores destaques foram "O Artista" e "A invenção de Hugo Cabret", ambos com cinco estatuetas. O primeiro ganhou as mais importantes: melhor filme, ator, figurino, direção e trilha sonora. E com razão. Simplesmente um filme fantástico, doce e brilhante.
Fazer um filme mudo e sem cores, em meio à toda essa avalanche de efeitos especiais e explosões, é um desafio e tanto, que foi realizado com supremacia. Um roteiro sensível, que mostra os altos e baixos de um artista na defesa de sua arte. Como cenário a charmosa década de 2O, mais atual impossível ao mostrar como tudo na sociedade é efêmero, obsoleto, incerto e incrivelmente divertido.
"Hugo", também ambientado em décadas passadas, na charmosa cidade luz, dá show pela sua linda fotografia, efeitos visuais e por retratar um pedaço da história do cinema, com suas montagens frame a frame e grandes truques de mágica que fazem milhares de pessoas sonharem.
Assistindo a esses dois filmes que trazem como pano de fundo o cinema, me deparo com uma pergunta que não me canso de fazer: o que acontecerá quando tudo for inventado? Cada vez mais o mundo audiovisual se vê abotoado de efeitos especiais, roteiros fracos e atuações medíocres. Talvez, uma volta ao passado e a revisão de velhas tradições, que fizeram desta arte o que ela é hoje, possa ser uma ótima resposta.

Reflexões à parte, além de grande espetáculo da cultura audiovisual, o Oscar, como todas as fashionistas de plantão sabem, também é um evento esperadíssimo no mundo da moda.
Por isso, não podia deixar de falar dos looks mais bombantes desta edição.
Acho que no tapete vermelho tudo é possível. É um dos melhores lugares do mundo para abusar do glamour e esbanjar beleza.
Um dos vestidos que mais me chamou atenção foi esse da Jessica Chastain feito por Alexander McQueen. Uma mistura de tecidos e bordados clássicos muito bacanas, ousou e acertou:
E olha que nem sou muito a favor de vestidos metalizados, com paetes pra todo lado, mas esse da Ellie Kemper, feito por Armani Prive ficou luxo puro:Já esse, de Jack Guisso Couture, por mais discreto que possa parecer [nude, eu te amo], ficou absolutamente lindo na Kate Mara:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O samba do Brasil

Ser brasileiro é carnaval, samba no pé e bunda de fora.
É achar que o ano começa 53 dias depois da virada, passar 5 dias enchendo a cara e usar isso como desculpa para assediar mulheres e fazer xixi em qualquer lugar.
Esse, inclusive, foi o motivo pelo qual três pessoas morreram em São João Del Rei. Simplesmente porque chamaram a atenção de outras que estavam usando a rua como banheiro público.
No Rio, uma mulher morreu com um tiro na testa após ter ignorado o assédio de um homem.
E em São Paulo teve gente pulando grade, roubando e rasgando documentos, porque não achou justo a opinião dos jurados na eleição das escolas de samba.
Escolas estas que gastam milhões em alegorias e adereços, que são apresentados em 1h de desfile pela avenida e logo em seguida são descartados para a construção de novos, que serão exibidos no próximo ano. Sim, isso é patrimônio imaterial da nossa cultura, mas e as tantas outras coisas que são importantes para o desenvolvimento de nosso país?
Na saúde pessoas morrem na fila por um tratamento público que não existe.
Na escolas a educação vai de mal a pior. Os professores, cada vez mais desvalorizados.
Museus, galerias de arte e espaços públicos sofrem pela falta de investimento.
Alguns valores estão cada vez mais sendo abandonados e me pergunto até quando.
Posso parecer uma senhora ranzinza, com seus 53 anos.
Eu realmente sou a favor da diversão, mas com parcimônia né galera.
Esse vídeo, que rolou nas redes sociais nas últimas semanas, exprime bem o que eu acho de tudo isso.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sobre esse tal de BBB


Tá todo mundo falando. E eu não posso deixar de falar.
Sempre acompanhei o programa. Um entretenimento, como outro qualquer. Nada de cultura, atualidade, papos cabeça ou coisas do tipo, mais um daqueles momentos de distração, que não te acrescentam nada, é claro, mas que também não vão te deixar mais burros.
Um programa que exibe pessoas em momentos de lazer, diversão, brigas, conflitos e explosões de sentimentos. Há dez anos, a mesma fórmula. Cada vez mais, pessoas com o mesmo padrão físico, de comportamento e de personalidades. Os matutos sabem o que o povo gosta. Ou pelo menos acham que sabem.
Os participantes fazem o que pensam, bebem, se comportam como verdadeiros animais [ir-racionais] e pronto, geram muito assunto para a hora do cafézinho [e redes sociais, diga-se de passagem] de milhões de brasileiros.
O fato é que desta vez [só desta vez?], a coisa passou do limite.
Um dos "brothes" fez sabe-se lá o que debaixo do edredom, com uma das "brothes", após uma festa de [é claro] muita bebedeira. [Afinal de contas, para esta juventude é necessário muita química para se divertir e se mostrar descoladão.]
O fato é que, uma cena descrita pelo apresentador como "o amor é lindo", gerou discusão nas redes sociais, começando-se a questionar se a moça em questão não estava dormindo e, por isso, não consentiu as demonstrações de afeto [ou não] do moço.
Ora, a moça devia estar realmente em coma alcoólico para não ter notado, mesmo em sono profundo, as carícias do cara. Apesar de tudo, deixo claro que, mesmo estando bêbada, isso nunca foi ou será razão para um ato de tão abominável machismo. E caso seja essa a realidade, por quê de fato a produção do programa não interviu imediatamente ao "estupro" ao vivo?
Depois que a polêmica caiu na internet, o programa continuou a ignorar o fato e, só quando o circo pegou fogo de vez, o programa fechou o áudio do paper view [numa clara demonstração de "liberdade e verdade, a gente vê por aqui"], falou sabe-se lá o que com os participantes durante algumas horas e, depois, comunicou aos telespectadores que o rapaz estava eliminado do programa por "comportamento inadequado", sem, é logico, nenhuma explicação sobre o fato.
Outras questões entraram no circuito, a mãe do rapaz [único negro da casa] afirmou ser um caso de racismo. [Sim, aquela velha conversa de que a cor da pele faz alguma diferença no mundo em que vivemos.]
O caso ganhou proporções ainda maiores, foi parar na imprensa internacional e [até mesmo] no telejornal de maior audiência do país [que por coincidência é da mesma emissora do programa em questão].
A polícia foi chamada, os envolvidos depuseram, negaram as acusações e o caso continua a ser investigado.
A audiência aumenta, o país para, o assunto perdura em todos os lugares e a vida continua.
Só considerações, sem nenhuma resposta definitiva, como tudo neste Brasil.

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